Archive for September, 2007

Sep-28-2007

Respeite o seu nariz enquanto você ainda pode usá-lo

Se você gosta de posts longos sem muitos fatos engraçados, está no lugar certo. Se não gosta, clique aqui.

A próxima vez que eu levar um soco no meio da face, daqueles de afundar o crânio mesmo, eu vou sorrir. Sorrir porque ter um nariz a ser esporreteado por um punho é algo que, hoje reconheço, me deixa feliz.

A segunda-feira começou normal, embora o horário fosse diferente. Acordei, tomei um banho caprichado - lavei até as orelhas, coisa que não fazia desde, sei lá, 1998. Coloquei minha melhor roupa, fiz aquele penteado cabuloso e botei meus óculos. Me olhei no espelho e disse: Cara, você é lindo. Em seguida botei minha melhor meia e calcei meus tênis. Minha armadura estava completa agora.

Eram 5:40 da manhã. Cheguei ao hospital e sentei-me de frente para a televisão, de modo que conseguisse ouvir o que os “apresentadores” do TELECURSO 2000 estavam dizendo. “Não aprendi nada disso na escola, não sei porque ensinam isso”, dizia minha mãe, ao ver a fórmula de Báscara.

Meus joelhos de certa forma tremeram quando o enfermeiro veio me chamar pra subir. Afinal, eu conheceria os companheiros, o leito e a cela, digo, o quarto ao qual ficaria preso pelo próximo dia. O hospital forma um confuso labirinto de dobras e curvas, corredores iguais e placas mal colocadas de forma quase proposital, a fim de deixar o “hóspede” confuso e fazê-lo voltar ao quarto o mais rápido possível numa situação de fuga. Os quartos eram terrivel e assustadoramente normais, nada como você vê em Smallville, onde cada um ficava em um quarto azulzinho, com cortinas bonitinhas e aparelhos novinhos. A campainha que acionava os enfermeiros era uma adaptação mal feita de um interruptor, que por si só já foram colocadodos de forma totalmente errada. Se o quarto fosse habitado por três tetraplérgicos e um deles entrasse em combustão instantânea aleatoriamente, os outros dois não alcançaríam a campainha e ninguém ficaria sabendo.

Assim que me acomodei, conheci meus companheiros de quarto. Um senhor que acabara de retirar um tumor da próstata e Nilton, que havia DESTRUÍDO o dedão do pé direito. Quando perguntei como Nilton havia feito tamanha merda, ele disse que foi num acidente de moto e que ele estava certo. Porém, Nilton era um daqueles caras que você olhava na cara e falava “ih, esse fez merda” - mesmo porque você nunca vai encontrar alguém que sofra um acidente de moto e diga “eu estava errado”.

O enfermeiro então entra na sala e me dá um pedaço de pano e me manda vestir. Como assim vestir isso? - pensei - e wtf, minha bunda vai ficar de fora, assim, de graça? Vesti e saí correndo do banheiro até a cama, segurando a parte de trás da “coisa” fechada até jogar-me na agora tão confortável cama. E ali eu ficaria pelo resto da tarde.

Ingeri um comprimido azul chamado Dormonid. Disseram que era pra abater os meus sentidos gradativamente, até eu cair num sono profundo o suficiente pra me enfiarem coisas pela boca. Depois de tomar aquilo, ainda permaneci acordado por meia hora, mas não lembro muito do que fiz, muito menos de ter pego no sono. O processo cirúrgico todo foi bem rápido, 40 minutos da cirurgia e uma hora e meia até eu recobrar a consciência. Ao acordar com um furo no pé que descobri depois ser um “procedimento padrão”, lembro de um vulto de uma enfermeira dizendo “Vamos?”, depois apago novamente e só sinto ser arrastado hospital abaixo, provavelmente numa daquelas marcantes cenas de hospital onde a cama do paciente é usada pra abrir portas, elevadores, espaço no meio do povo jogado nos corredores…

Eu gostaria de estar acordado. Imagino a cena.

- Agora fica deitado que a gente vai pro quarto, tá?
- Nada, eu posso andar até o quarto.
- Não pode não.
- Posso sim, posso até sapatear, olha.
- Não, você não pode andar até o quarto.
- Curte o sapateado, que beleza hein!
- SINTO MUITO SENHOR É UM PROCEDIMENTO PADRÃO

À tarde, depois de incontáveis horas de sono forçado, fui açoitado por todos os tipos de males possíveis. Uma pequena lista:

  • O catéter, instrumento DO CAPETA enfiado direto na veia (artéria?) que possibilitava os enfermeiros, de forma sádica, chegassem do seu lado com uma bandeja cheia de artifícios malandritos. Num dos ataques, nada menos que duas injeções foram aplicadas uma atrás da outra, sem tempo pra dar aquela tragadinha. Segundos depois meu braço esquerdo ficou gelado e começou a tremer descontroladamente, mas não durou muito - a sensação se espalhou pelo corpo todo e perdeu força.
  • O curativo, uma gase presa no nariz por dois esparadrapos. A gase em si não irritava muito, já que evitava o sangue de chegar à boca, o que seria deveras desagradável, mas os esparadrapos eram coisa de Star Trek, embora eu não saiba o motivo dessa comparação. Os malditos grudavam na pele em nível molecular, quase arrancando um bife do meu rosto a cada troca, que acontecia a cada 6 horas.
  • Filme autista da Sessão da Tarde
  • A destruição das entranhas. Com a garganta completamente destruída pelas sondas, cabos e uma manada de ouriços gigantes que resolveu andar pela minha garganta durante a operação, falar e comer se tornaram obstáculos praticamente intransponíveis. Tamanho era o mal que até hoje, sexta-feira, não consigo comer absolutamente nada.
  • Nilton. O meu companheiro de cela não parava de puxar assunto nem um minuto, às vezes com questões relativamente inúteis como “Onde você mora?” ou “Que time você torce?”. Aliás, após esta pergunta ser feita, Nilton me empresta o celular rolando um vídeo de uma orgia gay, onde vários homens se comiam freneticamente nonstop com o hino do São Paulo tocando ao fundo. Foi engraçado, mas não era o momento. Se falar era difícil, rir era a mesma coisa que eu pedir pra ele brincar comigo de “vamos pular da cama e cair em cima do dedão direito, quem não conseguir tem que dar a bundinha pro Dr. César”.

O último e pior pesadelo aconteceu por volta das 7 horas. Enquanto eu via alguma das novelas noturnas da Globo, se não me engano era Rei do Gado, vi uma manada de mocinhas e homossexuais vestidos de branco chegando na sala dos enfermeiros. Um estalo com a força de uma supernova me veio à mente e eu fiz uma pergunta à Nilton.

- Isso… esses… essas… que chegaram aí…
- Q Q TEM
- Não vai me dizer que é o que eu tô pensando…
- Cara, pior que não sei o que tu ta pensando, então complica.
- ELAS SÃO… ESTAGIÁRIAS? :amd:
- Sim
- GAH

Uma delas rapidamente se espreitou e se posicionou ao meu lado. Seu nome era Josiane, e embora a tara de todos os homens sejam enfermeiras lindas, de voz suave e boa educação, eu não dei essa sorte.

- Oi meu nome é Josiane e qualquer coisa que você precisar pode pedir pra mim, tá?
- ok
- Vamos medir sua pressão? - pra começo de conversa, uma estagiária de enfermagem NUNCA pode dizer “medir a pressão“. A expressão correta é “aferir a pressão“, e a pena para este deslize é ser açoitada com aquela borrachinha marota.
- Claro, ué.

De fato o aparelho não colaborava, mas era clara a inexperiência de Josiane. Ela bombeava o negocinho e o bagulho (veja meu conhecimento na área como é extenso) não saía do lugar, não começava a encher como de costume. “Aparelho ruim, nossa rs”, esbravejava Josiane. De repente, o negócio começa a encher FRENETICAMENTE e ela começa a empolgar, apertando o bagulho até o limite extremo do meu braço, que estava prestes a ser esmagado. Ela então começa a contagem e me dá uma má notícia.

- Não estou conseguindo ouvir.

Todo o processo começou de novo e novamente ela quase implode meu braço. Desta vez funciona, e Josi me diz que está tudo normal. Sabe-se lá porque, ela bota dois dedos no meu pulso e fica um tempo considerável - que eu saiba, é apenas um minuto. Depois, novamente com um insight cabeçal que me é peculiar, descubro o motivo: a novela. Num quarto com dois pacientes, haviam 5 enfermeiras, todas encostadas na cama e viradas para a televisão.

E esta é a história do meu martírio. Por ser uma cirurgia sem urgência, porém necessária, eu escolheria não fazer se soubesse que o pós-operatório fosse tão ruim. Para uma semana sem posts tá ótimo, escrevi pelos cinco dias - mas eu duvide muito que alguém vai ler todo o texto.

Categorias: Diarinho Gay Homossexual
Sep-26-2007

Tem algo muito errado com os comentários de alguns posts que ficaram beeeeeem para trás. Sabe-se lá porque, o post mais comentado do novo OJ é o da Renata Fan, mesmo não tendo nada de interessante naquele post.

Hoje eu tiro o curativo êêêêê

Enquanto isso, fiquem a foto de uma perereca peladinha sentada num pau.

Categorias: Diarinho Gay Homossexual, Mundo Animal
Sep-23-2007

A experiência de usar óculos por apenas 3 dias me provou algumas coisas.

Primeiro: o ar é gordo. Você anda na rua e uma camada de gordura de aproximadamente 2cm de sujeira vai se acumulando nas suas lentes, obrigando-o a limpá-las a todo momento.

Segundo: o mundo é ligeiramente embaçado. Antes de usá-los eu pensava que enxergava perfeitamente, até bem demais pra ser sincero. Mas estes pedaços de vidro que encobrem minha visão desde quinta-feira mostravam que eu estava errado.

Nesta segunda, vou confiar meu nariz a um médico - MUITO - gordo. Uma semana fora de circulação, em casa, produzindo absolutamente NADA.

Como alguém consegue ficar em casa uma semana, assim, sem fazer nada?! Não sei o que é isso desde, sei lá, 2005. Vou enlouquecer.

Categorias: Diarinho Gay Homossexual
Sep-19-2007

God (don’t) bless the Quibe

Uma pergunta se fez necessária ao avistar uma situação inusitada:

Se você dispusesse de todo o arsenal de truques que Deus possui e pudesse usufruir do torque divino apenas uma vez, o que você faria?

Eu exterminaria o quibe da face da Terra.

Vale frisar que não tenho nada pessoal contra o quibe. Só não acho nada aprazível morder um negócio que parece um toletão de cocô sem gosto algum. Pesam seriamente à favor de minha escolha o fato do quibe não ser o Top of Mind dos salgados das lanchonetes, nem o primeiro a ser comido nas festinhas de aniversário.

Me pergunto se há pessoas que sentiriam falta do quibe.

E você, o que faria se fosse Deus por uma ação?

Categorias: Indignação inútil
Sep-15-2007

Blolololololoolgueiros

Sep-14-2007

Fenasucro & Agrocana 2007 - Contraste social e a volta da escravidão.

Enquanto alguns estão ganhando dezenas de milhares de reais com publicidade e propaganda das empresas participantes, alguns trabalham fazendo as publicidades e as propagandas e não ganharão nem 0,5% disso.

Provavelmente até o dia 24 eu posto algo. Não posso deixar este mundo sem fazer um último post.

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Sep-9-2007

Aqui é Capão Redondo, não Pokemon

Sem tempo para escrever, vou me dedicar à composição de um rap.

Se liga meu irmão
o que eu vou te falar
as aves que aqui gorgeam,
não gorgeam como lá

Mas olha só
veja você
o que eu vejo
na tevê

Mentira, não vi nada
a tv está desligada
o que eu quero é postar
para o Théo não me incomodar.

Escuta mano Théo
A parada que vou mandar
Jesus tá lá no céu
O blog anda parado
E não posso postar
porque estou em Stalingrado.
Quero é minhas visitas
chegando a mais mil
Mas se doer tu gritas
e aqui rima com Brasil.

Porque o Google tem keyword
e meu rap é Billboard
E não tenho mais assunto
para mais um post novo
gostaria de presunto
com ovo

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Sep-7-2007

Ofendendo uma figura ilustre do Rock em um post grandinho.

- Atenção: este post pertence ao antigo Odeio e Justifico, publicado originalemente em 19/07/06. -

Pare tudo o que você está fazendo porque se você gosta de Nirvana, vai passar a me odiar depois deste parágrafo.


Tá apontando na direção errada, mongol.

Kurt Cobain é um dos maiores e geniais idiotas do Rock desde sua criação. Mesmo porque o Rock nunca foi de criar os ídolos que suas mães gostariam que você tivesse.

le foi o ídolo de uma geração que conheceu um rock decadente, uma geração que se alimentava de música de qualidade duvidosa. Os roqueiros do começo dos anos 90 precisavam de um ícone, um cara que falasse muita merda, tivesse aspirações messiânicas e zoasse todos os outros aspirantes a ídolos.

Esse cargo caiu como uma luva em Kurt Cobain.

Como fazer um ídolo Grunge em 3 passos simples:
Pegue um rapaz neurótico com cabelos sebosos, uma música raivosa sem sentido explícito e algumas drogas. Algumas não, vai. Coloque TODAS as drogas disponíveis: você terá um vocalista de uma banda Grunge, o estilo musical predominante no início dos anos 90.
O Grunge nasceu em Seattle com bandas como Temple of the Dog, Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e o próprio Nirvana. O som era pesado, triste e beirava a babaquice com o Smashing Pumpkins, uma banda que os emos de hoje iriam a-do-rar.

Duas bandas de sons diferentes se destacaram e conquistaram as multidões. O Pearl Jam contava com dois talentosos e criativos guitarristas, um baixista, um excelente baterista e o principal: Eddie Vedder. Já o Nirvana se sustentava com um baixista mediano que não conseguia se enturmar e tinha ciuminho dos outros dois, um baterista que era nada menos que Dave Grohl e nos vocais e guitarra, Cobain.

Conclui-se então que o som do Pearl Jam era bem mais elaborado e mais bonitamente bem feito, mas porque o Nirvana era mais adorado?

orque Kurt Cobain falava merda. Um Kurt liderado pelo pó dizia “Me estupre, me estupre, me estupre” e milhões de adolescentes gritavam “Me estupre, me estupre, me estupre” como se fosse um jingle de Natal.

Então num belo dia da manhã de 5 de abril de 1994, Kurt se dá um tiro de doze na boca porque tava alto. Os fãs ficaram indignados como torcedor brasileiro depois de ser eliminado da Copa, procurando desculpa em qualquer coisa. Até no guaxinim que tava passando na árvore em cima da casa de Cobain.

- Pô, foi a Courtney Love que conspirou contra ele!!!
- Mimimi, ele tava drogado demais pra se dar um tiro de doze na boca!!!
- Foi um guaxinim que tava passando na árvore em cima da casa de Cobain!!!
- Foi uma cabeçada do Zidane!!!

E pior que essa engraçada adoração ao mito Kurt Cobain, são os fãs de Nirvana.

Duas semanas após a morte do último Messias do Rock, os fãs de Nirvana começaram a protestar, dizendo que Rearviewmirror (uma música de Eddie Vedder para o segundo álbum do Pearl Jam, o ótimo Vs.) era uma música sobre suicídio. Oras, mas como o disco foi lançado em 1993? Eddie Vedder seria então um profeta?

Cobain virou um ídolo instantâneo porque era porra-loca. É fácil ser um ídolo porra-loca, um cara de atitude que milhões de roqueirinhos iriam copiar mais tarde. Veja o rapaz do Ídolos com cabelo de pica-pau. Ele vai ganhar o programa porque é todo nervosinho.

Vale destacar que não estou criticando o Nirvana. Estou contra a figura divina de Kurt Cobain e abdico seu status de mártir do Rock. Cobain não fez o Grunge sozinho e o Grunge não acabou com um tiro na boca - e sim pela mediocridade do 4 non Blondes.

Cobain ascendeu aos céus e sentou ao lado de Jimmy Hendrix, que ofereceu uma tragada e voltou a ver estrelas. Virou uma divindade do Rock. Não pela sua música de qualidade duvidosa, mas pelo fato de se tornar um mártir do rock, das drogas e da fúria de carentes adolescentes rebeldes.
Kurt é ídolo de uma geração que mede a idolatria de um personagem por sua presença em camisetas. Pode perceber, todo roqueirinho de 12 a 15 anos (a fase mais rebelde) tem ou sonha em ter uma camiseta do Nirvana e sair gritando que é contra o sistema.

Somos de uma geração que passou a adorar pessoas por suas faces em camisetas, não por suas atitudes. Agora cabe a você me xingar nos comentários.

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Sep-7-2007

Ozzy e a história de metade dos estilos musicais

- Atenção: este post pertence ao antigo Odeio e Justifico, publicado originalemente em 11/06/06. -

Ozzy começou sua carreira artística tocando gaita num grupo inglês chamado The Fuscas. Embora o grupo fizesse algum sucesso na cidade de Liverpool, não era muito conhecido fora dela. A crítica massacrava o grupo, dizendo que algo não combinava com o som, algo na melodia irritava os ouvidos. Algo estava errado.
Ozzy então deixou a banda, que mudou de nome para The Beatles e estourou, se tornando mais tarde um mito do rock.
Ozzy não vivia sem música, precisava cantar, mostrar seus dotes. Nasceu então o Blackstreet Boys, uma boyband que difundia os ideais do Satã.


YEA DUDE WE ARE THE BLACKSTREET BOYS AND SATAN RULES!

Com hits como “As long as Satan loves me”, “I love Satan”, “Everybody wants to be Satan” e “Satan is on the table”, conquistaram o sucesso instantâneo nos circuitos underground de boybands americanas. Ozzy, Josh, Kelvin, Mark, Joe e Downey eram motivo de conversas quentes entre os adoradores do Senhor das Trevas. As meninas os adoravam, os meninos também. Todos os satanistas adoravam os Blackstreet Boys.

Mas a carreira não durou muito. Embora a união fosse um dos pontos fortes no grupo, apareceram problemas de convivência e adaptação.
Josh começou a mostrar um lado mais afeminado, provocando a ira de Ozzy. Joe se envolveu com bebidas, provocando a ira de Ozzy. Downey se converteu, provocando a ira de Ozzy.
Ozzy ficou revoltado e deixou o grupo.
Josh, Kelvin, Mark, Joe e Downey se separaram, criaram cada um sua família e tiveram um filho cada. Seus nomes eram Kevin, Brian, A.J., Nick e Howie, respectivamente. Esses meninos mais tarde fundariam o Backstreet Boys.

Ozzy no entanto não quis mudar. Ele sempre fôra underground e mal, não podia mudar seu estilo. Começou a se alimentar mal e usar drogas pesadas. Comia morcegos, fumava tempero de macarrão instantâneo e acabou adoecendo. Ozzy precisava de música, precisava difundir sua satanicidade. Procurou então alguns homens peludos e cabeludos e fundou o Black Sabbath.
No começo, o Black Sabbath tocava um arroz-com-feijão como qualquer banda de garagem. Precisavam de algo novo, Ozzy precisava inovar. Foi quando num dia de ensaios, Ozzy e Tony tentavam erguer um pedaço de ferro que caiu sobre o baixista Geezer…
*o diálogo original foi em inglês.
O: - Hey, Tony! Me ajude a levantar esse maldito pedaço de metal dos infernos!
T: - Espera, Ozzy. Estou criando uns riffs, ouve só.
O: - Não tenho tempo pra isso! O Geezer está indo de encontro a Satã e você aí tocando guitarra?
T: - O que tem de mal nisso?
G: - OZZY, MALDITO! ME AJUDE A LEVANTAR ESSE METAL PESADO!
T: - Ei! Diga isso de novo!
G: - OZZY, MALDITO!
T: - Não, não. Depois disso!
G: - Me ajude a levantar esse metal pesado!
T: - Metal pesado! Heavy Metal! É isso!

Nascia então o Heavy Metal, com seus rifs pesados e notas baixas. Ozzy estava realizado.

Então Ozzy conhece Sharon, teve vários filhos babacas e gravou algumas temporadas de um reality show onde mostrava pra todo mundo que tinha ficado mongol por causa dos morcegos que comeu uns anos atrás e que tinha filhos babacas. Aproveitou e lançou seus filhos babacas pra fazerem sucesso na MTV e Ozzy ficou gagá.

Agora vamos assistir México e Irã, que esse jogo tá bom pra caramba.

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Sep-7-2007

Osvaldo, o anti-clima

 - Atenção: este post pertence ao antigo Odeio e Justifico, publicado originalemente em 09/02/06. -

Como sempre, Osvaldo acordara e não desejara “bom dia” a ninguém na casa, o que não foi recíproco. Todos sempre falavam alegremente “Bom dia, Osvaldo! Dormiu bem?”, e a resposta era sempre a mesma: “hum”. Não, Osvaldo não era homossexual. Ele só estava participando do… BIG BROTHER 9!

Osvaldo era um rapaz gorducho sim, mas não gostava que dissessem isso dele. Ele ficava nervoso toda vez que olhava pra balança e via que seu peso passava da terceira casa. Mas nunca agiria de forma cruel e assassina, a ponto de querer maltratar o rapaz atrás do balcão da farmácia. Soltava um “Legal” nada sincero e ia embora.

Mesmo não sendo o mais simpático da casa, Osvaldo nunca era indicado pra nada, muito menos ganhara nada. Na décima oitava semana de competição, nunca ganhara nenhum prêmio, anjo ou liderança. Sempre que Kauê (antigo apresentador do Bom Dia e Companhia) anunciava as provas, Osvaldo dizia: “Não, não vou fazer não…“, e não fazia. Ou se era obrigado, fazia de mal gosto. Certa vez deixara um participante numa perna cantarolando o Hino Nacional por 62 horas seguidas, segurando uma jibóia de 92 quilos, mas podiam revezar. Mas ele não foi eliminado. Os participantes gostavam dele.

Mas um dia o jogo virou. Osvaldo fôra indicado ao paredão pela primeira vez, na vigésima quarta semana. O motivo? O consenso geral (de uns 48 ou 50 participantes) dizia que Osvaldo era antipático demais. Os outros 29 diziam que ele não tinha pensado no grupo quando comprou uma boneca inflável com todas as suas estalecas. O participante que sobrou foi o líder, que indicou Osvaldo.

Na noite da indicação, Osvaldo usara como argumento o seguinte:
Kauê: - Osvaldo, você tem 30 segundos pra justificar porque você não quer sair da casa e..
Osvaldo: -
Kauê: - Valendo
Osvaldo: -Não quero sair, viu. Tá embaçado… - e ficou calado o restante dos 28 segundos.

Noite do paredão. Osvaldo enfrentaria uma das mais populares participantes da casa. Luana era o típico participante pobre, que precisa do dinheiro para pagar o tratamento da filha de 3 meses que deixou em casa com uma das 12 irmãs, que cuidavam da menina com uma ajuda do governo. As chances de Osvaldo ganhar eram praticamente nulas. Não havia esperança para Osvaldo, tanto que Luana não tinha sequer feito as malas.

Assim descorreu o programa naquela quinta-feira. Resumos das participações de Luana e Osvaldo eram passados após os (muito mais importantes) resumos das cenas de bikini da casa. O momento de ver suas famílias finalmente chegara.
Osvaldo não levava nenhuma foto de sua família pra lugar algum. Carteira, táxi, porta malas, nada. Sua desculpa era sempre a mesma: “Tão tudo em casa“.

Kauê: - Aí Osvaldo! Olha só sua família, rapaz! Vamos ver se a sua tia Ofélia veio?
Osvaldo: - Vê você e me fala depois. Tô afim não.
Família de Osvaldo: *gritos inaudíveis e faixas balançando*
Osvaldo: - Legal… a camiseta tem eu… tá bom, viu. Pode tirar.
Kauê: - Olha só… Osvaldo… seu coração bateu um pico de 84 batimentos cardíacos!
Outros BBBs: *OOOOHHHHH, NOOSSA, CARAMBA*
Osvaldo: - Legal.

E depois mostraram a família de Luana. Aquela gritaria de sempre, muita gente balançando camisetas e Luana chorando de emoção vendo a filha quase raquítica, comendo um pastel de palmito. Kauê retorna e diz que seu coração foi a 160bpm, etc, etc, etc.

Momento da eliminação: Kauê faz o suspense (que muitos dizem que supera o de Pedro Bial por muito, graças à sagacidade de suas mãos se movimentando) habitual e revela a escolha do público:

Kauê: - Com 93% dos votos… Quem sai hoje é você, Luana.
Luana: - AAIINNNUAWAKMMMRMAIKKKEEAAAAAQERIAAAANACAASAAAA - e continua chorando, com uma força nunca vista.
Osvaldo: *Dá um abraço em Luana e se despede* - Alá, se fodeu hein… - fazendo Luana chorar com mais força ainda.

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