Bom, vamos a uma resenha rapidinha do novo filme de Will Smith, I Am Legend.

Existem atores que não entram em roubadas. Will Smith é um deles. Will Smith não faz filmes ruins.
“I Am Legend” é uma re-refilmagem baseada no livro de mesmo nome, de Richard Matheson. Isso realmente importa? Não. O que importa é que esse livro já teve duas outras adaptações, “The Last Man on Earth” de 1964 e “The Omega Man”, de 1971. Você provavelmente nunca assistiu porque ninguém pegaria filmes com nomes traduzidos tão escrotos como “Mortos que Matam” e “A Última Esperança da Terra”, respectivamente.
Todo mundo passa por uma fase de adoração a figuras humanas degeneradas como zumbis cambaleantes ou homúnculos macacos raivosos. Qualquer coisa que esteja infectado e transmita o vírus através da mordida é e será louvado como o Deus Zumbi.
O fato é que o filme é muito bom. Eu NUNCA - leia-se NUN-CA, com bastante emoção na voz - me caguei de medo com nenhuma cena de suspense no escuro com um cara que malemá sabe usar uma arma na minha vida, até ver uma das cenas deste filme. Se eu estivesse acordado no meio de uma roda de viola com os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, amarrado à um mastro sobre uma fogueira com Ozzy Osbourne me fazendo sexo oral não me daria tamanho CAGAÇO quanto a cena que mostra os primeiros “seres infectados” do filme.
Hum… vou utilizar a palavra ZUMBI para descrever os infectados.
Atenção: daqui pra baixo é puro spoiler. Se você quer ser o gostosão escroto da turma e saber todo o enredo do filme, prossiga.
Porém, uns dias atrás um grande amigo de senso do ridículo apurado chamado (KELIS <3) disse o seguinte:
- Cara, só o fato de o filme ter zumbis já é um defeito.
Robert conversa com manequins. Afinal, ele é o único sobrevivente e não tem com quem conversar, então bate aquele papo com as manequins da locadora todos os dias. Até paquera um deles.
Um desses manequins SEM EXPLICAÇÃO NENHUMA vai parar na frente de um museu ou sabe-se lá o quê. Você é a única pessoa viva consciente no mundo e um BONECO DE PLÁSTICO que você vê todos os dias vai parar num lugar totalmente aleatório. O que você faz, além de descarregar seu rifle no desgraçado? Correr até ele e abraçá-lo, claro, afinal é um amigo?
Se a resposta à pergunta acima foi SIM, você é um imbecil e vai parar pendurado no ar por um CABO DE AÇO INVISÍVEL. Quem botou aquela merda ali? Ninguém, cara! Ninguém botou a merda da armadilha naquele lugar e ele simplesmente… cai nela?!
Outro defeito é que o filme é divertido enquanto Robert faz coisas do cotidiano como caçar veados em Nova York com um Shelby Cobra GT500 vermelho e uma M16 com lentes telescópicas. Quando os fatos começam a acontecer, além de não pararem, é tudo de uma vez e não tem graça nenhuma ver o filme acabar no meio da ação. São 80 minutos de filme, praticamente um curta-metragem para o padrão de grandes produções.
A sensação é de que os produtores tavam fazendo o filme e tava ficando muito bom quando alguém da edição disse “Ó, SÓ TEMOS FITA SUFICIENTE PRA FAZER MAIS VINTE MINUTOS. DÁ UMA APERTADA AÍ DIRETOR”. Mas isso tem algo de bom: geralmente filmes que apresentam ambientes totalmente novos - como uma Nova York pós-apocalíptica completamente vazia - precisam de bastante tempo para adaptar quem assiste ao clima do filme. I Am Legend faz isso em pouquíssimo tempo, claro que em proporção ao pouco tempo de filme.
“I Am Legend”, ou “Eu sou Lenda” estréia no Brasil em janeiro, e vale cada centavo do ingresso ou minuto de download, sabe como é.
Ah, e pra comemorar o Natal, fui convidado pela Lívia do Livinrooom para fazer parte do Especial de Natal. Não conhecia a revista - aliás achei essa história de Revista Virtual um luxo. Meu texto está neste link e uma leitura no resto do site é recomendadíssima.
Beigos e felis Natal, amigues!
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