Archive for the ‘Resenha’ Category

Jun-23-2008

Resenha: Guitar Hero: Aerosmith

O pior defeito do ser humano é ter o instinto de sempre botar o dedo onde não precisa. De guerras ao fio-terra, a humanidade sempre sofreu com o problema do dedo no lugar errado.

Definitivamente, alguém deveria ser AMPUTADO por causa de Guitar Hero: Aerosmith.

Imparcialidade é meu ovo esquerdo: Guitar Hero é meu jogo favorito. Tenho meu Playstation 2 há quase três anos, 84 jogos. Se um terço do tempo total de jogatina não foi ocupado com Guitar Hero, usarei meu videogame como tábua de bater bife daqui em diante.

Vale dizer que Aerosmith também é uma de minhas bandas preferidas. Quando anunciaram esta porcaria pro meio do ano, pensei “Caralho, é como se descobrissem como fazer a vaca produzir queijo com goiabada instantâneo!”. Curiosamente, eu odeio queijo com goiabada e o sentimento não é tão diferente quanto a este jogo.

Repare que para cada fato comentado sobre os novos Guitar Hero, há um fato negativo.

Guitar Hero: Aerosmith foi lançado para todas as plataformas disponíveis: PS3, X360, Wii, PS2, N64, Snes, Mega Drive, Master System, Game Boy Color e há rumores de uma versão para Atari 2600. O problema é que a geração PS2 já está morta e todos os jogos lançados para o mesmo ou são porcos ao extremo ou são ports, adaptações do jogo para os consoles nextgen que “cabem” nos antigos.

Gráficos: com gel e jeito…

Agora imagina o que passa na cabeça de uma produtora que faz ports: Os caras passam tempos cabulosos projetando um jogo que pode utilizar boa parte do potencial dos consoles novos. Gráficos cabulosos, animações sensacionais em alta definição, efeitos visuais do caralho, som perfeito. Aí aparece o presidente da empresa e diz:

- Aê galera, tava pensando em lançar esse jogo pra PS2.
- Certo, e como vamos enfiar estes 20gb de texturas, gráficos, animações e extras num DVD comum, que cabe um quinto disso?
- Aperta tudo e enfia no seu cu, pago vocês pra pensar nisso. Se soubesse, fazia no quintal de casa.
- Beleza.

E os programadores revoltados nos liberam ports nojentos. Pra você que viveu as gerações 16 e 32 bits intensamente, tente imaginar como seria se alguém tentasse fazer um port de Metal Gear Solid para o SNES. É mais ou menos onde eu quero chegar.

Em matéria de Gráficos, Guitar Hero Aerosmith é pavoroso. Tudo bem que os gráficos nunca foram o ponto forte da série - mesmo porque, se você parar pra olhar o cenário perde oitenta por cento da música e se fode bastante. Mas não me diga que toda a platéia fazendo OS MESMOS movimentos durante a MÚSICA TODA é uma coisa normal! Parece coreografia de igreja evangélica, todos movimentando os braços no mesmo ritmo, durante a música toda! Só falta louvar o Senhor.

Outra coisa assustadora é a feição dos personagens ingame. Os caras se preocuparam tanto em fazer animações e caricaturas FODAS pra banda, que na hora do jogo os músicos são PAVOROSOS. Parece que você está controlando bonecos de cera, é REALMENTE assustador. Os únicos que se movimentam são Steven Tyler, óbvio, e Joe Perry. Todos os outros integrantes também seguem a platéia na coreografia, sempre louvando o Senhor Jesus.

Tudo bem que Steven Tyler não é o tipo de pessoa que eu gostaria de olhar pela manhã, mas isso é SACANAGEM.

Jogabilidade

Se todas as cinco versões de Guitar Hero fossem disputar uma corrida sobre cangurus e a qualidade das músicas fosse fator determinante da velocidade dos mesmos, Guitar Hero Aerosmith chegaria em penúltimo lugar, à frente apenas de uma cópia pirata do mesmo jogo que entrou sorrateiramente no meio da corrida.

Em todos os outros títulos, o modo Career despertava algum interesse do jogador para conseguir fazer um score decente em todas elas. Neste, o jogador é obrigado a jogar todas as músicas na espera de que a próxima seja MENOS RUIM do que a anterior. É esse o único incentivo para se terminar o jogo: a esperança de que pode melhorar.

TODAS as músicas de bandas menos famosas do jogo são desesperadoramente chatas. Você as joga por obrigação, afinal tem que passar por elas pra desbloquear as que realmente importam: as do Aerosmith.

No decorrer das seis “fases” do jogo, você deve tocar estas duas músicas ABSURDAMENTE TEDIOSAS para liberar o palco para o Aerosmith fazer sua parte - coisa que fazem decentemente. É óbvio que as melhores do jogo são deles, mas não são tão boas assim. As músicas conhecidas realmente são divertidas, como Love in the Elevator e Walk this Way, mas as antigas são meio que um pé no saco.

O problema é o seguinte: os caras não aprenderam a lição com a palhaçada do Guitar Hero Encore: Rock the 80’s e fizeram outra ‘repaginação’ de uma versão anterior com músicas novas. Em outras palavras, pegaram o mesmo jogo, botaram músicas diferentes e lançaram pra “tapar o buraco” entre um lançamento e outro.

Ainda entra o problema da guitarra. Guitar Hero já não pode competir com seu rival Rockband pois não dispõe de outros instrumentos e tenta forçar a barra com novas versões apenas com a guitarra. Já foram divulgadas imagens e trailers do novo Guitar Hero 4, que provavelmente só vai sair para os nextgen. Ok, nisso eles acertaram, lançar algo assim pro PS2 seria perda de tempo e mongolice.

Som

Um fator legal dos GH anteriores é que foram compreensivos com os jogadores que não dispunham de sistemas de som de outros planetas, com home theathers, televisores de plasma estéreo e caixas de som do tamanho do seu irmão menor. Algumas músicas sim mostravam pequenos defeitos, como o som sair baixo durante algumas notas. Totalmente compreensível: quer jogar decentemente, compre uma tevê estéreo.

Aqui, adivinha. Praticamente todas as músicas apresentam o mesmo defeito. Não me culpo: minha televisão, mono, veio ao mundo com o objetivo de ser usada apenas para jogatina malemolente e nunca ofereceu problema algum, o jogo é que foi mal feito pra caralho.

As músicas desconhecidas são covers, ou seja, deram uma repaginada no som. Agora o game mostra a banda responsável pelo cover, o que eu achei legal. Sobre o resto… bom, é Guitar Hero e é Aerosmith.

Fatores extra-conjugais

A única coisa que eu não entendo é POR QUE FAZER VERSÕES DE UM JOGO ULTRAPASSADO? Qual o propósito disso? Os caras podiam estar trabalhando no jogo novo, fazendo algo épico, mas NÃÃÃO! Estão botando maquiagem no último jogo, que era bom mas foi SOTERRADO por um tsunami chamado Rockband.

É como se, hoje, lançassem versões alternativas de Pitfall.

Considerações Finais

É muito simples: se você é fã, é óbvio que vai comprar Guitar Hero: Aerosmith. Se for jogador casual, simpatizante do game, fuja disso como judeus correm de palestinos.

Categorias: Resenha
May-20-2008

OJ Resenha: Iron Man - the Game

Antes de aceitar uma aposta ou desafio, pare tudo que estiver fazendo e analise as conseqüências de tal ato. Algumas pessoas, uma vez desafiadas, são capazes de qualquer moléstia para cumprir seu objetivo. Por exemplo, se alguém me desafia a fazer algo que sei que tenho competência e capacidade de cumprir, eu fico puto, cara. Mesmo se for algo pequeno do tipo “duvido que você engula essa batata inteira”, se eu considerar que as chances de morte são pequenas e o desafio está ao meu alcance, considere-o aceito. Não foi diferente dessa vez.

Usando este fato como incentivo, adquiri minha cópia de Iron Man - The Game e, além de sodomizar meu velho amigo blogueiro, pensei: “bom, o jogo é uma merda, mas não é justo jogar uma vez e guardar este disco em um lugar obscuro junto de jogos como True Crime, Devil Kings e Godhand. Resolvi encarar mais este sacrifício em nome da Ordem dos Resenhistas, adquirindo experiência e lutando para um dia subir de level.


Não se iluda.

Iron Man - the Game bota o jogador na pele de Tony Stark, um brilhante fabricante de armas que é seqüestrado por terroristas. Gravemente ferido, Tony recebe um eletroímã no peito que evita que destroços atinjam seu coração e cause uma morte um bocado dolorida. Embora o filme seja o pano de fundo para o jogo, vamos tentar nos concentrar apenas na parte que você pode controlar - ou tenta.

Ok, se você viu o filme, confessa que deu uma vontadezinha de entrar naquela armadura vermelho-dourado-delícia e dar umas viajadas por aí. Ter o controle de uma armadura como a de Stark é sonho de 8 em cada 10 nerds fissurados em quadrinhos na atualidade e esse é praticamente o objetivo do jogo: você brincar de Iron Man. Esqueça os objetivos, as metas, os bônus, tudo besteira. Os caras simplesmente fizeram o jogo por dois motivos:

1) Ganhar dinheiro na carona do filme.

Todo videogame baseado em filmes é destinado a ser um lixo horroroso. Nenhum jogo - eu disse NENHUM e esta verdade é irrefutável - lançado juntamente com o filme têm o mesmo destino: prateleiras empoeiradas e coleções de nerds fissurados pelo personagem. As únicas pessoas que gostam desses jogos são as mesmas que enchem o quarto com figuras, revistas, quadrinhos, cobertores, bonecos e roupas de baixo.

2) Fazer nerds bobinhos comprarem o game na esperança de obter alguma satisfação sexual ou alguma fração da adrenalina causada pelas excelentes cenas de ação do filme.

Vamos admitir: Iron Man é um filme do caralho. Eu mesmo assisti duas vezes, sendo que uma fui impiedosamente obrigado ou teria que encerar o carro. Convenhamos ver um filme bom pela segunda vez no conforto da poltrona de cinema é consideravelmente mais agradável do que encerar um carro inteiro sozinho num local onde, à sombra, o termômetro marca pouco menos do que a temperatura de ebulição da água. Local este mais conhecido como MINHA GARAGEM.

O jogo pelo menos segue um pouco a história do filme, pelo menos até onde eu suportei jogar. Você começa numa caverna, com a armadura “sucatão”, armado de um poderoso lança-chamas com munição infinita e INVENCIBILIDADE TOTAL. Até onde eu saiba, jogos decentes são projetados para prender a atenção do jogador com situações interessantes logo no início, pra fazê-lo se interessar pelo restante do jogo, mesmo se este se revelar uma merda depois de umas cinquenta horas jogadas. Iron Man faz diferente: começa deprimente, continua deprimente e provavelmente vai ficar pouco menos deprimente no final. Não me surpreenderia ao ver notícias nos jornais locais informando jovens se suicidando após terminar o game.

“Tudo bem, a primeira fase pode ser só um esquenta.”

Este pensamento era o único que habitava minha mente enquanto eu simplesmente andava pela IMENSA primeira fase. Não basta você ser invencível e ter munição infinita. Os inimigos oferecem tanta resistência quanto uma suave brisa de primavera carregada de pétalas de margarida no topo de uma colina, com o agravante de morrerem com apenas uma baforada do seu canhão de chamas do inferno.

Objetivos? Quase nenhum. Os poucos disponíveis são bem simples: siga a bolinha azul e tudo estará bem. Ignore os inimigos, eles não causam dano algum. Alguns espertinhos usam LANÇA-MÍSSEIS contra você, mas todo mundo sabe que o impacto de mísseis de meia tonelada cada não são nada contra uma armadura feita dentro de uma caverna com restos de sucata.

Chegando ao final da primeira fase, você finalmente pensa “estou ansioso pra chegar o próximo mapa, isto aqui está me enchendo o saco”. O último portão, o último objetivo e nada menos população inteira do Oriente Médio surgindo ABSOLUTAMENTE DO NADA com metralhadoras em mão e começam a atirar em você. Alguns caras com lança-mísseis também aparecem, juntamente com máquinas teleguiadas que disparam freneticamente, sem parar um segundo sequer para recarga de munição.

Ok, eles não são um problema para um deus imortal, certo? Errado. Bem no meio da confusão, você porrando os malucos freneticamente e tomando chumbo no peito, um aviso enorme e vermelho aparece no topo da tela.

ARMOR SYSTEMS OFFLINE

O seguinte pensamento toma o lugar do antigo neste momento:

MAS QUE PORRA É ESSA? Tô tomando tiro faz meia hora, levando míssil no peito e O CARA NÃO FALOU UM “AI”. Do nada a porra da armadura vem e, sem aviso algum, fala que eu vou MORRER?! O que tem naquelas caixas? CRIPTONITA?!

Alguns dizem que esse sistema de vida é “inteligente”. O sistema pode ser inteligente, mas os caras que pensaram nisso são bem burros. Em alguns jogos que usam essa tecnologia, como Call of Duty, quando o personagem é atingido ele esboça algum tipo de reação, seja gemido de dor ou a tela piscando ou a vista embaçada. Isto sim é sistema inteligente, não um sinal vermelho instantâneo aparecendo na tela segundos antes da morte iminente. Nada que alguns segundos parado e protegido não resolva, aliás todos os males do mundo são curados desta mesma forma, certo?

Ok, segunda fase, vamos voar. O treinamento de vôo é bem simples, rápido e… broxante. Tudo bem, os caras conseguiram colocar algum senso de velocidade no vôo, o que eu mesmo achava difícil. Temos então quatro velocidades: o vôo, a corridinha, o vôo rápido e o supersônico. Nos dois primeiros nada difícil nem nenhuma novidade, são praticamente intuitivos e tudo mais, embora o boneco aparentasse ter algumas toneladas. Já nos dois últimos, o negócio fica abusado.

Certo que em muitos jogos, situações e comandos extremamente complicados vão se assimilando com o tempo - algo como a quinta nota no Guitar Hero, que fazia grande parte dos jogadores desligar o console no meio da música. Eu duvido que alguém consiga assimilar a jogabilidade dos modos de vôo avançados de Iron Man. Dizem que ele foi feito para os sensores de movimento dos consoles nextgen (no caso do six axis do PS3 e do Wii mote), o que não duvido. Após o treino, a segunda missão: derrotar uma leva imensa de criminosos que não aparecem no filme.

Corra, aponte e atire. Não precisa fazer nada além disso. É o primeiro jogo que conheço que utiliza apenas quatro botões do controle, você voa ou atira, nada além disso. Provavelmente mais tarde os outros botões seriam utilizados para funções secundárias, mas não estou disposto a pagar pra ver. Os bandidos não se movem, ficam parados na mesma posição e você simplesmente move o cursor até eles e atira apenas uma pequena rajada de seu raio repulsor. Não é necessário dizer que todos eles morrem com apenas um tiro, e que novamente você parece ser invencível.

Então aparece na tela o desafio derradeiro: um helicóptero. Você finalmente descobre que pode utilizar todas as habilidades aprendidas até agora e começa a voar todo feliz ao redor do inimigo. Então percebe da pior maneira possível que você, voando, é tão frágil quanto uma galinha. Atirar se torna a manobra mais complicada do Universo, a velocidade supersônica não serve pra absolutamente nada, você não tem nenhum tipo de proteção quanto às rajadas intensas de fogo inimigo. Também não é necessário dizer que, ABSOLUTAMENTE DO NADA, surge uma barra DE VIDA no canto esquerdo da tela.

“Essa é nova, agora além de a armadura avisar que vai falhar, eu morro de verdade”.

Essa nova barra de vida é significativamente realista. Ao tomar um tiro, perde metade do life. Minha recomendação é se esconder rapidamente e esperar o maldito aparecer por cima das construções, para então acertá-lo bilhões de vezes com seus raios repulsores infinitos. No fim, a covardia vence.

Considerações finais

Se a armadura é capaz de te conceder poderes fantásticos e proporciona proteção, durante o jogo você percebe que o que acontece é totalmente o contrário. Pra falar a verdade, todos os fatores contribuem para sensação de impotência que, misturada com o DESPRAZER de jogar algo TÃO RUIM, fazem de Iron Man uma experiência recomendada apenas para os fissurados em tortura psicológica.

E inaugurando o novo graficuzinho de notas:

E pra quem tava esperando, o vídeo do Luke:

Categorias: Resenha
Mar-21-2008

Resenha / Crítica - Juno

Juno
(EUA, Canadá, Hungria, 2007)
Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons, Olivia Thirlby, Eileen Pedde, Rainn Wilson

Diretor: Jason Reitman
Adaptado do roteiro de Diablo Cody (Brook Busey)
Gênero: Comédia, Drama, Romance
Duração: 96 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Prêmios: Oscar de melhor roteiro original
Distribuidora: Paris Filmes
Produtores: Fox Searchlight Pictures, Mandate Pictures, Mr. Mudd
Data de Lançamento (Brasil): 22 de Fev. 2008

Juno. Afinal, o que se falar sobre esse filme que meio mundo comenta, mas você nem sabe do que é?
Tá, que é de uma menina grávida você pode até saber, mas do que realmente fala o filme?

Juno MacGuff (Ellen Page) é uma menina de 16 anos que é peça rara em todos os grupos adolescentes: gosta de música alternativa, aprecia certas coisas que ninguém observa e… Descobre que está grávida do até então, melhor amigo, Paulie (Michael Cera), que é estranhão e viciado em Tic-Tac de laranja.

Os dois são da mesma escola, da mesma classe aliás.

O conflito de ambientes e personagens cria um ambiente clichê-inovador, pois mostra a mesmice da sociedade americana (exemplo são os meninos correndo por muitas passagens do filme) e o diferencial desse casal de “amigos” que se deparam em uma situação em que jovens como eles não sabem lidar.

Com sua melhor amiga Leah (Olivia Thirlby), que se interessa por professores, elas arranjam um jeito de alguém ficar e cuidar do neném, pois Juno não se acha em condições: Tem 16 anos e vai cuidar de filho?!

Algo que eu não compreendi, mas logo após, durante o desenvolvimento da trama foi sendo explicado, foi a reação do pai e da madrasta de Juno, que são Mac MacGuff (J.K. Simmons) e Bren MacGuff (Allison Janney). O pai é ex-militar, atual vendedor e reparador de ar condicionados e a madrasta é manicure e tem fixação por cachorros.

Foi algo encarado muito suavemente pelos dois, coisa que aqui no Brasil (pelo menos com a minha família), não seria tolerado de jeito algum, mas esqueçamos do fato de Juno estar grávida, essa é uma HISTÓRIA DE AMOR.

Até que acham um casal: Vanessa Loring (Jennifer Garner) e Mark Loring (Jason Bateman). Mark é um produtor de Jingles e Vanessa, bem… Essa não prestei atenção no que ela faz, mas… Ela quer muito o neném, é o sonho dela ser mãe.


FOFOS DEMAIS.

No primeiro encontro entre as duas partes, Juno descobre o quanto Mark é legal, e se interessa por coisas alternativas como ela. Aliás, ponto positivo é a trilha sonora. Espetacular. Sou suspeita pois, particularmente, adoro esse gênero de música da trilha sonora. :)

Juno enfrenta os dilemas do mundo adulto, como a separação dos pais adotivos de seu filho e os dilemas do mundo adolescente em que ela vive, como descobrir que, depois de transar com seu amigo, aí sim ela começa a se apaixonar por ele.

Num misto de inexperiência com um comportamento diferenciado dos personagens principais, Juno é um filme de AMOR, que não centra realmente no fato dela estar grávida, e sim em perceber, ver no outro os defeitos, as qualidades e mesmo assim, amar tudo vindo da pessoa ao seu lado. E vice-versa.

Juno repete a si mesma no começo do filme que tudo começou com uma cadeira, e lá pelo fim do filme, também termina com uma cadeira.

O estilo de filme é bem sessão da tarde, pra assistir com os amigos, com o namorado(a) ou até mesmo sozinho, como eu mesma o fiz. É um filme totalmente sem compromisso, leve, com comédia inteligente e que martelou meu coração em relação ao olhar ao próximo.

“Resenha” horrível, terminada as 02:03h por Laura.

(Raphs, depois coloca as tags. BJS :*)

Categorias: -, Resenha
Feb-13-2008

Resenha: Into the Wild

Pesquisadores do sul da Nova Guiné descobriram que a humanidade pode ser dividida em dois grupos: os que assistem todos os blockbusters do ano e a cada filme descobre o melhor de sua vida; e as que dizem que os melhores filmes são aqueles que você nunca ouviu falar e, francamente, estou começando a acreditar no segundo grupo.

Eu tenho um grande problema, e talvez seja o meu melhor defeito: eu não sei falar bem. Sou satisfatoriamente bom ao falar mal das coisas mas quando a situação requer um elogio, eu consigo argumentar tanto quanto um ganso banhado em petróleo. Essa constatação foi feita com uso de gansos treinados. Não garantimos que nenhum deles foi avariado durante a experiência. Deve haver alguma coisa errada, porque eu simplesmente não consigo achar UM MÍSERO DEFEITO em Into the Wild. E, olha, isso é um bocado difícil de acontecer.

Pelo que conheço vocês, não faz a menor diferença eu colocar diretor, ano, duração, cor, censura. Se for o caso, clique no botão “Foda-se o pôster, quero ver TRAILER”, a melhor invenção deste blog de todos os tempos.


Uma coisa que aprendi com pouca experiência na sétima arte é que existem filmes e filmes. Uns fazem você segurar na sua cadeira e fechar seu esfíncter com zumbis vampiros, caminhões que viram robôs e monstros gigantes indestrutíveis. Outros são experiências psicológicas que provavelmente gastaram pouco mais de duas horas e um estagiário para criar efeitos especiais.

Into the Wild é uma dessas experiências. A primeira coisa que veio à minha cabeça depois de terminar o filme foi “Não vou conseguir resenhar isso”. O filme mexeu tanto comigo que perdi algumas horas de sono lembrando dos melhores momentos do filme - que não são poucos.

Conta a história de Christopher McCandless (no filme interpretado pelo ótimo Emile Hirsch (Show de Vizinha) que, parte pelas idéias dos autores que lê, parte por causa da hipocrisia dos pais e pelas idéias revolucionárias, num belo dia resolve doar todo seu dinheiro para caridade, jogar seu carro numa enchente relâmpago e simplesmente desaparecer. Adota o nome de Alexander Supertramp, ou Alex, talvez para dificultar o trabalho de encontrá-lo, talvez para apagar aquele que um dia foi Chris McCandless. Seu destino é o Alaska, onde viveria no meio do nada e tendo a natureza como vizinha. E o rapaz tá bem de vizinha, já pegou até a filha do Jack Bauer, cara!

Quem nunca pensou como seria botar alguns poucos pertences nas costas e sair vagando sem destino? Fazer amizades que você provavelmente jamais verá novamente, conhecer lugares que não estão no Google Earth, fazer coisas que normalmente faria você correr desesperadamente para a saia da mamãe? Caso a resposta seja NÃO, você é um tanga.

O filme segue esta fórmula básica. Chris - ou Alex - larga uma vida perfeita por aventura e em nenhum momento demonstra arrependimento. Saudade sim, juntamente com o sentimento de estar fazendo algo errado - seus pais, principais responsáveis pela revolta de Alex, não sabem o que aconteceu com o filho.

Alex conhece várias pessoas durante sua jornada - e de certa forma muda a vida de todas elas. Junta um casal de hippies em crise, muda a vida de um velho decadente e sem perspectiva. Eu, particularmente, gosto de personagens não-comuns, pessoas que não são só mais um no meio de muitos. Chris é especial, do seu jeito porra-loca, mas especial.

Prometi que não ia enfiar mais spoilers nas resenhas, então não contarei mais detalhes do enredo. A única coisa que posso revelar é que, no final do filme, uma dedicatória apareceu e uma gigantesca avalanche de neve gelada percorreu minha espinha: o filme é baseado em fatos reais. Como mal havia ouvido falar do filme, jamais desconfiaria disso! Tudo que está retratado no filme, originalmente, está no livro Into the Wild, uma “biografia” de Christopher McCandless escrita por Jon Krakauer. Imaginar que os fatos, os locais e as pessoas daquele filme são reais - claro, com algumas colheres de drama de cinema - é perturbador e fascinante. Não sei porque, mas a imagem do local onde o ônibus em que Chris passou tanto tempo comove bastante.


Na direita, em cima: Chris diante do ônibus, embaixo o ônibus do filme e na foto maior, o
local onde Chris foi encontrado.

Into the Wild mexe com algum instinto bem escondido em cada um de nós. Durante os 150 minutos você não consegue sequer mudar de posição na cadeira. Faz você pensar “Cara, não preciso de cidade”, pegar umas panelas e correr pro meio do mato.

Parte pela trama, parte pelas atuações, parte pela trilha sonora. Não posso ser imparcial ao citar a trilha sonora, composta por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam - que caso você ainda não saiba, é a melhor banda de todos os tempos deste lado da galáxia. A trilha do filme é o primeiro álbum solo dele, inclusive. E cara, é bom. Muito bom.

Enfim, acho que falei demais e não falei nada. Tarde demais. Pra resumir, Into the Wild é um puta filme e você provavelmente não ouviu falar sobre.

No final das contas, descobre-se que não é uma tarefa fácil resenhar o melhor filme da sua vida. Nota 10, sem choro.

Categorias: Resenha
Jan-28-2008

Resenha: Cloverfield

Antes de começarmos a conversar, pare tudo o que você está fazendo por 10 segundos e dê uma boa olhada em tudo o que acontece à sua volta. Provavelmente não está acontecendo nada, porque se estivesse você não estaria lendo o post, mas aproveite os últimos momentos do que você chama de “visão”. Porque se você vai assistir Cloverfield, você vai esquecer completamente o que isso significa.

É aquele velho lance. Se você viveu os últimos 6 meses em uma caverna, não sabe o que é Cloverfield e o que (mais) esta produção hypada significa. Eu gostaria MUITO de dizer que Cloverfield é a seqüência do melhor filme de todos os tempos - Godzilla - mas não é nada disso. Desde que foi anunciado, esta belezinha vem sendo a menina dos olhos dos nerds viciados em informação, porque cada marola de boatos que chegava na baía de Cloverfield se transformava em tsunami em fóruns e blogs por toda a Internet.

A grande dúvida sempre foi o monstro. Mas estamos falando de uma obra produzida por JJ Abrams. Sim, aquele mesmo cara de Alias, Missão Impossível III e claro, LOST. Lembra que em LOST tem um monstro-fumaça? O que você espera de Cloverfield, um réptil gigante?


Ele não gostou muito desse papo.

Na falta de dicas sobre a tal criatura, rondaram na internet vááárias criações feitas por amadores. Ou seja, vários desenhos legais e criativos porém nada de verdade. Desde um monstro caranguejo gigante a um monstro meio baleia que libera monstrinhos carrapatos do tamanho de seres humanos. As artworks são bem legais e de fato este monstro baleia me atraiu mais do que o monstro real.

Mas chega de falar de monstro. Pra encerrar, se você quer ver a artwork que mais se assemelha ao monstro DE VERDADE, clique aqui. Se quiser ver os parasitas, clique aqui.

Agora, como diria nosso amigo Godoy, a opinião de quem já esteve lá.Eu acabei de assistir Cloverfield e digo que não fiquei satisfeito.

O filme é curto: em torno de 73 minutos, sendo que os primeiros 18 minutos são totalmente descartáveis. Todo um diálogo pra explicar a história do personagem “principal” e o porquê dele passar todos os outros 55 minutos interpretando justamente o que não era necessário fazer num filme como este: um herói. A única razão que consigo imaginar para justificar a existência dos três personagens “principais” é a de que o diretor apenas precisava de alguém pra segurar uma câmera de mão e tornar as seqüências mais interessantes, pra não ter que caprichar muito nas cenas e fazer um filme curto.

Além do mais, os atores têm o mesmo carisma de uma lata de Nescau. Se você for considerar o Nescau Power, esta sim tem mais carisma que os atores de Cloverfield.

O filme todo é rodado através de “uma câmera de mão”. Ou seja, nada de tomadas aéreas sensacionais, closes colossais e iluminação perfeita. O que você vai ver - ou não, aliás - são 73 minutos de uma câmera de mão balançando, cenas totalmente escuras e aquela sensação habitual de “dá pra parar de tremer essa porra pra eu conseguir entender alguma coisa e fazer valer meu ingresso?”.

Cloverfield talvez só perca para I am Legend para “final mais broxante”. Tudo bem, o filme é curto, mas não justifica a falta de uma explicação, ou talvez um day after. O negócio simplesmente explode e é isso aê. Ganha pontos por ter deixado pano pra manga por muito tempo ainda, já que nos últimos minutos aparece a gravação de alguns dias antes do casal “principal” numa roda-gigante. No canto direito da tela você vê algo branco que realmente chama a atenção, e um som bem no fundo que lembra os gritos do monstro. Isso prova alguma coisa? Não. Mas o que era aquela estátua de 4 dedos de LOST mesmo?

Nota: se Godzilla é 10, Cloverfield é 8. Sem choro.

Cloverfield estréia sei lá quando nos cinemas do Brasil. Eu tenho Internet e você?

Categorias: Resenha
Dec-23-2007

Resenha: I Am Legend

Bom, vamos a uma resenha rapidinha do novo filme de Will Smith, I Am Legend.

Existem atores que não entram em roubadas. Will Smith é um deles. Will Smith não faz filmes ruins.

“I Am Legend” é uma re-refilmagem baseada no livro de mesmo nome, de Richard Matheson. Isso realmente importa? Não. O que importa é que esse livro já teve duas outras adaptações, “The Last Man on Earth” de 1964 e “The Omega Man”, de 1971. Você provavelmente nunca assistiu porque ninguém pegaria filmes com nomes traduzidos tão escrotos como “Mortos que Matam” e “A Última Esperança da Terra”, respectivamente.

Todo mundo passa por uma fase de adoração a figuras humanas degeneradas como zumbis cambaleantes ou homúnculos macacos raivosos. Qualquer coisa que esteja infectado e transmita o vírus através da mordida é e será louvado como o Deus Zumbi.

O fato é que o filme é muito bom. Eu NUNCA - leia-se NUN-CA, com bastante emoção na voz - me caguei de medo com nenhuma cena de suspense no escuro com um cara que malemá sabe usar uma arma na minha vida, até ver uma das cenas deste filme. Se eu estivesse acordado no meio de uma roda de viola com os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, amarrado à um mastro sobre uma fogueira com Ozzy Osbourne me fazendo sexo oral não me daria tamanho CAGAÇO quanto a cena que mostra os primeiros “seres infectados” do filme.

Hum… vou utilizar a palavra ZUMBI para descrever os infectados.

Atenção: daqui pra baixo é puro spoiler. Se você quer ser o gostosão escroto da turma e saber todo o enredo do filme, prossiga.

Porém, uns dias atrás um grande amigo de senso do ridículo apurado chamado (KELIS <3) disse o seguinte:

- Cara, só o fato de o filme ter zumbis já é um defeito.

Robert conversa com manequins. Afinal, ele é o único sobrevivente e não tem com quem conversar, então bate aquele papo com as manequins da locadora todos os dias. Até paquera um deles.

Um desses manequins SEM EXPLICAÇÃO NENHUMA vai parar na frente de um museu ou sabe-se lá o quê. Você é a única pessoa viva consciente no mundo e um BONECO DE PLÁSTICO que você vê todos os dias vai parar num lugar totalmente aleatório. O que você faz, além de descarregar seu rifle no desgraçado? Correr até ele e abraçá-lo, claro, afinal é um amigo?

Se a resposta à pergunta acima foi SIM, você é um imbecil e vai parar pendurado no ar por um CABO DE AÇO INVISÍVEL. Quem botou aquela merda ali? Ninguém, cara! Ninguém botou a merda da armadilha naquele lugar e ele simplesmente… cai nela?!

Outro defeito é que o filme é divertido enquanto Robert faz coisas do cotidiano como caçar veados em Nova York com um Shelby Cobra GT500 vermelho e uma M16 com lentes telescópicas. Quando os fatos começam a acontecer, além de não pararem, é tudo de uma vez e não tem graça nenhuma ver o filme acabar no meio da ação. São 80 minutos de filme, praticamente um curta-metragem para o padrão de grandes produções.

A sensação é de que os produtores tavam fazendo o filme e tava ficando muito bom quando alguém da edição disse “Ó, SÓ TEMOS FITA SUFICIENTE PRA FAZER MAIS VINTE MINUTOS. DÁ UMA APERTADA AÍ DIRETOR”. Mas isso tem algo de bom: geralmente filmes que apresentam ambientes totalmente novos - como uma Nova York pós-apocalíptica completamente vazia - precisam de bastante tempo para adaptar quem assiste ao clima do filme. I Am Legend faz isso em pouquíssimo tempo, claro que em proporção ao pouco tempo de filme.

“I Am Legend”, ou “Eu sou Lenda” estréia no Brasil em janeiro, e vale cada centavo do ingresso ou minuto de download, sabe como é.

Ah, e pra comemorar o Natal, fui convidado pela Lívia do Livinrooom para fazer parte do Especial de Natal. Não conhecia a revista - aliás achei essa história de Revista Virtual um luxo. Meu texto está neste link e uma leitura no resto do site é recomendadíssima.

Beigos e felis Natal, amigues!

Categorias: Resenha
Dec-9-2007

Resenha: Transformes [ou] Quando o hype estraga os filmes bons?

Provavelmente você já teve algum tipo de brinquedo que se transformasse em outro brinquedo, ou mesmo num robô assassino lançador de mísseis teleguiados que voa e se enterra na areia? Não? Desculpe informar mas você teve uma infância horrível. Transformers é nada menos que mais um western moderno com a eterna luta dos mocinhos contra os bandidos. Os mocinhos aqui são os Autobots, liderados por Optimus Prime e precisam evitar que o All Spark (um cubo que transforma máquinas de refrigerante em robôs fuleiros que lançam granadas de zero calorias) caia nas mãos dos Decepticons. Estes são os bandidos, liderados por Megatron, que querem a todo custo pegar o All Spark para… sim, isso mesmo: dominar o universo.


TIRA ESSA CAMISETA DOS STROKES PORQUE VOCÊ É MOLEQUE

Tirando a parte dos robôs gigantes armados até os dentes, o filme ainda rende boa diversão. Sempre com um toque de humor, a trama se desenvolve em torno do carismático Sam, da ESTONTEANTE Mikaela e de Bumblebee, o Autobot amarelo amigão que assume a forma de um velho Camaro para tomar conta de Sam. O resto do filme é simpático, até cria-se uma certa sinergia com os personagens. Por mais que seja um enredo sério do tipo “temos que proteger a Terra”, sobra espaço para um humor não intencional nas cenas envolvendo os pais de Sam e os Autobots, por exemplo. Uma coisa que me chamou a atenção é que Transformers confirma a velha teoria do personagem negro engraçado que morre. Só que o negro engraçado aqui é um robô.


Este é Jazz, um robô que fala como MANO e dança break.

Na cena acima, Optimus Prime apresenta sua equipe e diz que Jazz aprendeu a falar daquele jeito na Internet. Na cena abaixo, Jazz acaba de ser cortado ao meio por Megatron.


E este é Jazz, mais um negro legal morto em filmes de Hollywood.

Tá, mas porque você tá falando isso pra gente? O que tem o hype com isso?

Eu tinha evitado até hoje ver Transformers por causa do barulho que esse filme tinha causado. NINGUÉM tinha dito que o filme era tão bom (pra mim, o melhor do ano depois de 300), apenas diziam que “mimimi tem horas que você não consegue entender nada, mimimi é muito violento mimimi”. Os comentários sobre o filme se resumiam a isso:

- AE
- FL VÉI
- SE VIU TRANSFORMS?
- NEM VI, TO PRA VÊ
- OK

Ou ainda…
- AE
- BLZ VÉI
- BLZ… SE JA VIU TRANSFORMS?
- NEM VI, C VIU?
- VI VEI
- E AE?
- OK

É tão difícil assim falar se a porra do filme é bom ou ruim? Hesitei umas vinte vezes ao pegar o bendito. Muitas vezes cheguei a três metros do caixa e desisti na última hora, dando meia volta e fazendo o filme repousar em seu lugar de origem, mas pedindo que ele esteja lá no dia que não houver outra opção.

Na verdade era um sentimento de desconfiança - não que se arrepender ao alugar um filme vá fazer seus intestinos darem um nó e você morrer entupido por suas fezes, mas às vezes assistir um filme que você PENSA ser bom se revela TREMENDAMENTE DOLOROSO E MASSANTE. Relato pessoal: “Zodíaco” foi o mais recente desse tipo.

NOTA PESSOAL: NÃO ASSISTA “ZODÍACO” CASO VOCÊ TENHA PROBLEMAS COM INSÔNIA. Você corre um grande risco de gastar duas longas horas de sua vida assistindo o filme e esperando por um momento de ação que NÃO VAI acontecer em momento algum. Faltam figuras neste post.


Zodíaco por zodíaco, eu escolho CAVALEIROS DO ZODÍACO, véi.

Bom, então é isso. Transformers é um PUTA filme se você for macho e gostar de aço retorcido, armas e COISAS DE HOMEM. Como (heh) Mikaela, interpretada por Megan Fox, cujo abdômen intencionalmente aparece abaixo numa tentativa de terminar o post bem.

Não precisa dizer se fracassei ou não.

Categorias: Resenha
Oct-28-2007

Resenha: Resident Evil 3 [plus: 2 anos de Odeio e Justifico!]


Resident Evil: Extinction, 90min, 2007, blablabla, cores

Tipo, acha justo num país como o Brasil, onde blogueiros estão passando fome, eu perder o meu tempo falando desse filme medíocre? Porque falar das coisas boas se eu posso falar das ruins?

Vamos relembrar do que estamos falando aqui: Resident Evil. Lançado em 1996, RE provavelmente foi o responsável pelo empurrão definitivo para a geração 32bits. Também foi o pioneiro do Survival Horror, estilo que usa como combustível sustos, gritos, mortos-vivos aparecendo do nada e que tem por objetivo simplesmente provocar medo em quem joga. Jogos como Silent Hill (o mestre do gênero, permanece sem concorrente à altura), Fatal Frame e outros só existem graças à iniciativa da Capcom em lançar Resident Evil.

É preciso peito pra dizer “Ok, chega de fazer jogos coloridos, vamos fazer um com sangue e criaturas nojentas comendo carne humana”. Até então, o jogo mais violento era Super Mario World, com um italiano de bigode e macacão pulando em cima de tartarugas, arrancando seus cascos e usando como arma para derrotar outras tartarugas, pulando sobre balas de canhão gigantes em cima de seu dinossauro que engolia as criaturas vivas para transformá-las em moedas e ganhar pontos que não significavam nada.


Me pergunto como nossas mães deixavam a gente jogar isso numa boa.
Não as culpo pela ignorância, sabe.

Os filmes não têm nada a ver com os jogos - malemá utilizaram termos e parcos personagens pra ninguém dizer “pô, mas paguei ingresso pra Resident Evil, isso não é Resident Evil, chama o gerente”. O filme pegou algumas partes do enredo e criou-se uma história própria. Botando a parcialidade de lado, eu achei o primeiro filme bom. Pegou as melhores partes e fez um filme divertido. Como de fato rendeu uma boa grana, decidiram lançar um segundo e creio que foi aí que nasceu o erro: os caras empolgaram. O segundo filme foi ruim, o terceiro foi terrível.A graça dos jogos é que você controla seres humanos que se fodem lindamente o jogo inteiro, se curando com sprays e com pouca munição. Alice é indestrutível, tem habilidades fantásticas como super pulos, super força, super agilidade, super telepatia, super…


Mas peraê, telepatia? Igual assim, nos filmes?

Sim. No final do segundo filme, Alice mata um guarda apenas olhando para a câmera de segurança. Só pra constar, assim, como quem não quer nada, em momento algum da série acontece NADA de paranormal. Nenhum monstro tem poderes psiônicos, telepatia, telecinese, televisão, nada do tipo. As cagadas começam por aí. Aliás, antes disso acontece a patética batalha de Nemesis contra Alice. Nemesis é o vilão pentelho do terceiro jogo e um dos personagens mais marcantes de Resident Evil. No jogo, ele aparece TODA HORA pra te dar uma muqueca ou atirar em você com um lança-mísseis, mas é lento como um velho canceroso com osteoporose e artrite. No filme, ele se move com a leveza de uma bailarina, chora e se torna bonzinho antes de morrer. É mole?Ok, estou sendo implicante com o filme. Vou citar o companheiro Flávio Serpa para livrar o filme das minhas acusações.

Acho que o filme deveria consistir basicamente da Jill pegando um chave de um lado da mansão e correndo até o outro lado da mansão pra abrir uma caixinha que tem uma pedra que ela vai usar numa estátua que está numa sala no terceiro andar pra ativar um puzzle no qual ela vai precisar de 4 brasões espalhados pelos quatro cantos da mansão para ser resolvido e assim ela vai conseguir uma manivela que abre a clarabóia do quinto andar pra apertar um botão no telhado que ativa o puzzle pra abrir a porta secreta no porão que dá acesso acesso ao laboratório. E claro que esse puzzle necessitará de mais 7 pedras espalhadas em locais distintos da mansão, incluindo o esgoto, o jardim e a sala com a lareira onde você encontrará o Barry e conversará por 30 segundos sobre qualquer coisa que não elucide em nada no enredo que, a bem da verdade, nem existe mesmo.

O terceiro filme é cheio de exageros absurdos.

Terra deserta: aquecimento global é pura frescura.
Tipo, logo no começo do filme explicam que o T-Virus se espalhou pelo mundo todo e a raça humana foi dizimada. Então dizem que todas as plantas e animais morreram. Por enquanto, faz sentido. Então o filme diz que até a água dos oceanos secou e o planeta morreu.

Mas… como assim secou? A parte dos animais e plantas é até entendível, já que eles podem ter sido contaminados também, mas e o que aconteceu com a água? Os zumbis simplesmente beberam os oceanos?

Telepatia: encanei com isso.
Ok, vamos considerar que telepatia é algo normal em seres geneticamente modificados transformados em super soldados. Alice passa o começo do filme todo sem esboçar nenhum tipo de reação telecinética. Então, tem um sonho e começa a levitar pedras e sua moto. Na outra cena, ela cobre o céu com fogo, proveniente de uma pequena rajada de um lança-chamas.

Caixa mágica de zumbis
A Umbrella deixa um contêiner no meio de Las Vegas, de onde saem zumbis velocistas. O fato é que dali saem tipo UMA CENTENA de zumbis, quando no máximo caberiam uns 20 ou 30. Colocando a discussão sobre logística e transporte de zumbis, é interessante ver como a Umbrella se preocupa com a higiene dos zumbis. Cenas antes, dois cientistas eram comidos vivos por um dos zumbis fodões e se transformavam também em zumbis fodões feios e sujos. Na cena do contêiner todos eles estão uniformizados e extremamente limpos. Não é necessário dizer que são todos exatamente iguais.

Instinto feminino
Todos os filmes começam com Alice acordando nua. Neste, em especial, [SPOILER] um dos clones de Alice [/SPOILER] também acorda nua, mas sempre cobrindo as partes íntimas. É algum tipo de instinto feminino cobrir os seios enquanto se desenvolve dentro de bolhas de água? Elas sequer sabem que têm seios? O público masculino quer ver carne, oras.

Cadê a rocket launcher?!
Tipo, Resident Evil sem rocket launcher é como Quake sem rocket launcher. É obrigatória a presença de uma rocket launcher em todos os filmes, assim como em todos os jogos. Só apareceu no segundo, então estão devendo duas rocket launcher para o próximo filme. Ou três, contando com o mesmo.

A SENHORA É UMA FANFARRONA, DONA ALICE

Então é isso. Resident Evil 3 vale o ingresso por provavelmente ser o último filme da trilogia. Caso tenha assistido os outros dois, não há porquê não ver. Se não viu nenhum, tá passando um filme de bichinhos muito mais divertido na próxima sessão. Vá dar uma volta, compre um livro ou um sorvete e volte mais tarde - mas fuja de Resident Evil.

Só pra constar, hoje, 28/10, é aniversário do blog. Não fiz nada da outra vez, não é hoje que vou fazer :amd: .

Quem diria, 2 anos de pura baboseira :heh:

Categorias: Resenha
Aug-3-2007

sexo tântrico auricular

orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha orelha




quem nunca brincou dilson? Queílson, Aílson?

Q Q Q Q Q foi nunca viu não hOHOHOhohOHoHOh oOolOLolLO :amd: :amd:

IMAGESHACK DEVOLVA MINHAS IMAGENSSSSSSSSSSSSSSSSS

Post faltando imagens, pressione f11 para continuar



Ivan moré levando uma chave de braço da Força Nacional e seus uniformes LINDOS

papai noel gaseificado com flocos crocantes repleto de delicioso chocolate nestlê UOUOUOUOOOOOOOOOOOOOOOO

doooooooooooota doodotodtoodota doDOOOOOOOOall your base are belong to OTAAODODOTA

Se eu fosse contar quantos O eu usei nesse post, daria pra NADA porque O não vale NADA, NADA, NAAAAAAAAAAAADA créditos da caixaaaaaaaaaaa créditos da caixaa aAAAAAA pan pan pan paaaaaaaaaannnnnnnn

Urina espumanteeee gosto de urina espumanteeeeeeeee homem adoraaaaaaaaaa

Tudo isso pra esconder que o post de baixo passou por… DESAFIOS da parte do Campos Elíseos da esfera superior deste amado blog. Se você rolar a barra de - duh - rolagem até lá embaixo, vai ver vários negocinhos do Imageshack dizendo que hotlinking has been disabled all your base belong to us. Sabe-se lá porque ESTOU SENDO CENSURADO PELO DONO DA INTERNET.

Senhor dono da internet, pode fazer o favor de parar com isso? SÉRIO.

Ferronaboneca pedrada na vidraça
tudo que eu tenho conquistei na raça
eu não sou simpático a ninguééém
hoje eu vou de limusine mas eu quero é ir de trrrreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm CHARLI BRAAAAAAAAAAAAAWN



CHARLES MARRON

Categorias: Deixa que eu deixo, Diarinho Gay Homossexual, Games, Geral, Imbecil, Indignação inútil, Leis de Raphs, Mundo Animal, Nonsense, Resenha, Vídeos
Jul-15-2007

Resenha: Grand Theft Auto: Vice City Stories

Grand Theft Auto: Vice City Stories


- Eae mano n gosto d dorga mas vo vende um monte serto

Não consigo fazer resenhas pequenas. Se você está realmente interessado, pode continuar.

GTA: VCS passa-se em 1984, dois anos antes da história de GTA Vice City, um dos maiores sucessos da série. O personagem principal é Victor Vance (irmão de Lance, de GTA:VC), que MORRE logo no começo de Vice City. No jogo, Victor Vance é um ex-militar que perde a carreira por ter um oficial sem escrúpulos - as primeiras missões do jogo são, basicamente, ir a algum lugar pegar drogas ou prostitutas e levar até Martinez, seu superior.

Agora pé na embreagem e afunda o freio.

Todo mundo sabe que GTA pode parecer repetitivo pra quem não se “entrega” ao jogo. Se você jogar GTA pulando os vídeos e não pegando a história, ele passa a ser tão atrativo quanto Pac-Man, ou seja, repetitivo ao extremo: ir ao lugar x, matar a pessoa y, desviar da polícia e entregar a missão. O enredo de GTA:VCS é cheio de “reviravoltas” gostosinhas que sempre te deixam com um ar de curiosidade sobre qual será a próxima treta que você precisará separar.

Porém, ter um enredo legal não justifica ter um começo palhaço igual esse. Você simplesmente chega na base militar, vindo de algum lugar que não faço idéia, faz 3 missões E É CHUTADO DO EXÉRCITO. Não chega a pesar negativamente na continuidade do jogo, mas eu realmente fiquei com cara de Mas ein?! quando o maluco chega no meu carro e diz OI EU ACHEI ESSA MACONHA EMBAIXO DA SUA CAMA E - O QUÊ? TRAZENDO PUTAS PRA BASE? VOCÊ TÁ FORA, IRMÃO.

Gráficos: quer limpar os vrido aê dotô?

Há um bom tempo atrás, nessas épocas que semanas passadas já são OLD, li em certo lugar que o motion blur era o novo lens flare. Pra você que não sabe do que se trata, motion blur é aquele efeito borrado que dezenas de jogos de corrida estão adotando pra dar uma sensação de velocidade extrema. Burnout Revenge, por exemplo, usa o motion blur com maestria pois ele não incomoda em fator algum durante a corrida: fica reservado aos cantos da tela, só acionado durante os turbos.

GTA:VCS não usa o motion blur com maestria. Ok, ele foi inventado para dar sensação de velocidade, mas não justifica ser acionado quando o veículo atinge insanos 30km/h! Vamos a um exemplo prático: Imagine você andando de bicicleta numa subida e as imagens começassem a ficar borradas, se dirigindo para trás. É o motion blur funcionando, fazendo você gritar UHUL CARAI TO CORRENDO D+ OLHA ISSO MARQUIM, enquanto seria ultrapassado pelo Juquinha empurrando seu irmão num carrinho de rolemã subida acima. Aqui, o motion blur afeta tudo - se você precisa correr pra fugir da polícia, precisa prestar atenção na rua. O motion blur faz questão de borrar tanto a imagem que simplesmente some com pequenos obstáculos como bancos, pedestres e até motocicletas. É trombada atrás de trombada.

OK, isso é pra dar realismo: quando se anda muito rapido, fica difícil ver os “pequenos obstáculos”. Mas GTA está longe de ser uma simulação, se isso fosse uma vez ou outra seria tolerável, porém é constante! É um pé no saco.

De resto, é GTA. Gráficos simples que realizam perfeitamente seu papel.

Jogabilidade: me faz o de sempre, por favor.

A jogabilidade de GTA:VCS é a mesma dos outros jogos da série. A grande (e inexpressiva, até o ponto que joguei) novidade é a habilidade de nadar. Os veículos, carrões quadrados e barulhentos, caminhões gigantescos que destróem tudo no caminho e motos à lá guarda florestal canadense de filme americano. Há também uma novidade aqui: no jogo você pilota um jet-ski Kiss .

Uma opinião pessoal: sempre preferi fazer as missões usando motos. Além de serem mais ágeis, é muito mais rápido subir na mocinha e sair correndo do meio do tiroteio, quase sem tomar dano algum. O probleminha é esse: agora você toma um dano absurdo quando está na moto Sad

Som: Cremosidade em sua forma mais acachapante

Eu poderia começar falando do som desde o início dessa análise, mas conti meus nervos. O som de GTA:VCS tem uma qualidade importantíssima que os outros GTAs não tem: não irrita em momento algum.

Como é ambientado nos anos 80 e este que vos escreve é apaixonado por música daquele tempo, presume-se que eu falar sobre as músicas do jogo é meio suspeito. Porém, assim que você tiver o jogo em mãos e começar a mudar as estações, vai entender minha admiração. Como é de costume, o botão L1 muda as estações de rádio. Uma delas, a V-Rock, toca um rock tiozão delicioso nham nham. SIM, SÃO BANDAS REAIS e eu me equivoquei ao redigir o texto sem me informar corretamente. Porém a disculpa é cabível: tanto em VC, SA e LCS, versões anteriores de GTA, eu sempre deixava o rádio desligado, nunca prestei muita atenção.

GTA:VCS é o tipo do jogo que merece ter uma OST lançada em qualquer site de torrent.

Replay Value: vou ter que jogar tudo isso de novo?

Nenhum GTA é daquele tipo de jogo que você faz 100% inúmeras vezes, como Donkey Kong 3 ou Castlevania:SotN. Tem bilhões de extras para encontrar, outros bilhões de lugares interessantes a conhecer, o que torna o jogo nada linear - e conseqüentemente, pouco repetitivo. É óbvio que uma hora você vai ter que fazer as missões, mas elas podem esperar enquanto você vai correr de quadriciclo por aí.

Considerações finais:
embora seja muito parecido com GTA:LCS (por exemplo, o romance que acontece no começo do jogo é muito parecido com o de LCS), vale a pena pela sensação de voltar aos 80’s. Para os que gostam de GTA, muito mais que recomendado.

Notas:

Gráficos: 4,5 - O motion blur mais atrapalha do que agrada.
Jogabilidade: 5 - Simples e funcional, tudo o que um jogo precisa.
Som: 5, com louvor - As músicas fazem do ambiente do jogo um lugar muito mais agradável.
Multiplayer: Inexistente, e nem precisa.
Replay Value: 4 - Missões repetitivas e a falta de esperança de terminar o jogo novamente.

Nota final: 4,6 / 5,0
Nota Gamespot: 7,2 / 10
Nota IGN: 7,6 / 10

Categorias: Resenha