Jan-28-2008

Resenha: Cloverfield

Antes de começarmos a conversar, pare tudo o que você está fazendo por 10 segundos e dê uma boa olhada em tudo o que acontece à sua volta. Provavelmente não está acontecendo nada, porque se estivesse você não estaria lendo o post, mas aproveite os últimos momentos do que você chama de “visão”. Porque se você vai assistir Cloverfield, você vai esquecer completamente o que isso significa.

É aquele velho lance. Se você viveu os últimos 6 meses em uma caverna, não sabe o que é Cloverfield e o que (mais) esta produção hypada significa. Eu gostaria MUITO de dizer que Cloverfield é a seqüência do melhor filme de todos os tempos - Godzilla - mas não é nada disso. Desde que foi anunciado, esta belezinha vem sendo a menina dos olhos dos nerds viciados em informação, porque cada marola de boatos que chegava na baía de Cloverfield se transformava em tsunami em fóruns e blogs por toda a Internet.

A grande dúvida sempre foi o monstro. Mas estamos falando de uma obra produzida por JJ Abrams. Sim, aquele mesmo cara de Alias, Missão Impossível III e claro, LOST. Lembra que em LOST tem um monstro-fumaça? O que você espera de Cloverfield, um réptil gigante?


Ele não gostou muito desse papo.

Na falta de dicas sobre a tal criatura, rondaram na internet vááárias criações feitas por amadores. Ou seja, vários desenhos legais e criativos porém nada de verdade. Desde um monstro caranguejo gigante a um monstro meio baleia que libera monstrinhos carrapatos do tamanho de seres humanos. As artworks são bem legais e de fato este monstro baleia me atraiu mais do que o monstro real.

Mas chega de falar de monstro. Pra encerrar, se você quer ver a artwork que mais se assemelha ao monstro DE VERDADE, clique aqui. Se quiser ver os parasitas, clique aqui.

Agora, como diria nosso amigo Godoy, a opinião de quem já esteve lá.Eu acabei de assistir Cloverfield e digo que não fiquei satisfeito.

O filme é curto: em torno de 73 minutos, sendo que os primeiros 18 minutos são totalmente descartáveis. Todo um diálogo pra explicar a história do personagem “principal” e o porquê dele passar todos os outros 55 minutos interpretando justamente o que não era necessário fazer num filme como este: um herói. A única razão que consigo imaginar para justificar a existência dos três personagens “principais” é a de que o diretor apenas precisava de alguém pra segurar uma câmera de mão e tornar as seqüências mais interessantes, pra não ter que caprichar muito nas cenas e fazer um filme curto.

Além do mais, os atores têm o mesmo carisma de uma lata de Nescau. Se você for considerar o Nescau Power, esta sim tem mais carisma que os atores de Cloverfield.

O filme todo é rodado através de “uma câmera de mão”. Ou seja, nada de tomadas aéreas sensacionais, closes colossais e iluminação perfeita. O que você vai ver - ou não, aliás - são 73 minutos de uma câmera de mão balançando, cenas totalmente escuras e aquela sensação habitual de “dá pra parar de tremer essa porra pra eu conseguir entender alguma coisa e fazer valer meu ingresso?”.

Cloverfield talvez só perca para I am Legend para “final mais broxante”. Tudo bem, o filme é curto, mas não justifica a falta de uma explicação, ou talvez um day after. O negócio simplesmente explode e é isso aê. Ganha pontos por ter deixado pano pra manga por muito tempo ainda, já que nos últimos minutos aparece a gravação de alguns dias antes do casal “principal” numa roda-gigante. No canto direito da tela você vê algo branco que realmente chama a atenção, e um som bem no fundo que lembra os gritos do monstro. Isso prova alguma coisa? Não. Mas o que era aquela estátua de 4 dedos de LOST mesmo?

Nota: se Godzilla é 10, Cloverfield é 8. Sem choro.

Cloverfield estréia sei lá quando nos cinemas do Brasil. Eu tenho Internet e você?

Categorias: Resenha
  1. Gabi disse:

    Nova Iorque é destruída? Se for, tá valendo. É pra isso que os filmes de monstro estão aí mesmo.

  2. Yane disse:

    Realmente o Final do I’m Legend foi brochante….

    Eu tenho internet mais a pri não deixa eu usar ela como eu deveria =O

  3. théo disse:

    Ololco, o monstro é foda. E cê devia resenhar mais filmes.

    Uma resenha de HA3 pls.

  4. Luke disse:

    SÓ TEM RESENHA AGORA AQUI? AFFFFFE MANO

  5. Lina disse:

    Pena que o filme é ruim, o cartaz é bacana…

    x

  6. uma pessoa aleatória disse:

    muda o layout, raphs.

  7. Guilherme disse:

    O filme recicla o batido gênero monstro-gigante-que-destrói-cidade e é um baita entretenimento. Mesmo que não chegue perto das expectativas nerdianas criadas durante a produção do filme assisti-lo é uma experiencia bacana (principalmente se for visto num cinema e não na tela de um computador).
    Nota : 9,0

  8. Thássius V. disse:

    Eu gostei de Cloverfield, mais pela experiência que JJ Abrams proporciona que pela história em si. Na resenha que fiz no meu blog citei a desnecessária filmagem pela câmera de mão durante todo o tempo. Tem horas que cansa, mas está valendo.

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